quarta-feira, agosto 12, 2009

Fragmentos da Felicidade






Sabe aqueles momentos que você tem plena consciência da felicidade? E que além de vivê-los, minutinho, por minutinho, você sabe que, uma dia, lembrará deles com saudade?
Então foi isso. Foi isso que vivi no meu final de semana:
Festa.Roupa para festa. Cabelo para festa. Beber. Dançar.Risada. Bwana-bwana.Cantar.Abraço.Dia que amanhece. Companhia. Boa Companhia. Boa-Companhia-que-cuida-de-você.Carinho.Dia azul. Sol.Cachorros.Roupa nova.Grupo Corpo.Bons amigos.Jantar.Boa conversa.Dia azul de novo.Uma familia de amigos.Crianças no colo.Crianças penduradas em você. Crianças que fazem declarações de amor a você.Comida boa.Amigos que cresceram com você.Risadas de novo.Notícias de que tudo está bem agora.Apresentação de flamenco.Musica boa. Bailaolas.Cantaoros.Palmas.Soleás por Bulerías.Volver.

Então, isso é a felicidade.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Está Chegando



Sábado tem Grupo Corpo.

Todo ano é a mesma coisa: Eu fico ansiosa desde a hora de comprar o ingresso por telefone até a hora de aplaudir de pé (sempre), gritando BRAVO!!!

Até parece que sou eu que vou subir no palco. Até hoje quando sinto o cheiro de gel Bozzano e do spray de cabelo Karina, me dá um frio na barriga. Me lembra coque esticado, grampos machucando para não sair um fio do lugar.

Quem sabe, nesse final de ano, eu volte (bem de leve) a fazer uma apresentação. Eu estava bem segura até o mês passado, com a coreografia na ponta dos tacos. E então me mudaram de turma e lá se foi a coreografia. Ainda não se sabe qual vai ser a nova: Será um Soléa por Buleria? Um fandango? Uma alegria? O que eu sei é que teremos apenas 3 meses para pegar tudo e me matar de ensaiar.

Agora não terei nada me apertando a cabeça e se algum fio de cabelo cair me cair no rosto, este também fará parte da história.

domingo, agosto 02, 2009

Felicidade



É engraçado e no mínimo curioso.
Ultimamente, quando me sinto feliz, imediatamente me imagino dançando flamenco. Loucamente.

Inv(f)erno

Já gostei mais de inverno noutros tempos. Quando não o tinha nunca.
Hoje já não suporto mais.
Sol, onde estás que não responde?
E pensar que está logo ali. Atrás das nuvens.

Verde Água

Já faz algum tempo que venho tendo necessidade desta cor na minha vida.
Não me pergunte o por quê. Tenho vontade de ter roupas verde água, objetos verde água, uma casa verde água. Nem que seja uma parede.
Encontrei esta foto e queria esse lugarzinho para mim.





À Deriva

Fui agora pouco assistir o filme "À Deriva" escrito e dirigido pelo Heitor Dhalia. Fui sozinha. Tem filmes que prefiro ver sozinha. É uma das poucas coisas na vida que gosto de fazer sem companhia.
Não consigo escrever sobre o filme, só me vem palavras soltas:
- Verde água
- Água
- Calor
- Adolescência
- Anos 80 (época da minha infância)
- Moreno
- Pai
- Café da manhã
- Pais que se separam
- Dor

segunda-feira, julho 27, 2009

Chuva


Quando chove em São Paulo, não é como quando chove em Três Lagoas.
Quando chove em São Paulo, o céu fica cor de chumbo e toda a cidade também. É um cinza tão forte, que parece que vai ficar assim para sempre. Tudo fica meio triste. Não, eu não estou triste,
pelo contrário. Mas é difícili maginar como alguém pode ser absolutamente feliz em dias de chuva em São Paulo. Alguém é absolutamente feliz? Já pensou, nascer em um dia assim? Ou se casar num dia assim? Ninguém está livre.

Quando chove em São Paulo, parece Macondo.

"Choveu durante quatro anos, onze meses e dez dias. Houve épocas de chuvisco em que todo mundo pôs a sua roupa de domingo e compôs uma cara de convalescente para festejar a estiagem..."

Gabriel García Marques - Cem Anos de Solidão

segunda-feira, julho 20, 2009

O Troco

Eu acabei de ler num blog uma postagem sobre o termo "Se cuida" e também preciso me manifestar.
Para falar a verdade, antes de ficar sabendo sobre a exposição "Cuide de você" da Sophie Calle, eu achava que só eu e a Jú tinhamos ódio de quando recebíamos, depois do beijo de boa noite no carro em frente de casa, um "Se cuida"-destruidor-das-esperanças. Me senti amparada e até um pouco menos neurótica, depois que vi o quanto essas palavrinhas incomodam de um modo geral. O problema é que: alguns ainda fazem uso desta maneira no mínimo indelicada de dizer: "Se cuida, porque eu é que não vou cuidar".
MAS (ahahahahahah) depois de vários Secuidas que eu já levei na vida, resolvi dar o troco. No último mês tive a oportunidade de mandar dois, de propósito, a quem bem merecia. Depois do conhecido sumisso sem qualquer explicação, nem sentido, nem educação, aquele papinho "pois é, você anda sumida, quanto tempo, blá blá bla" eu mandei com a boca cheia no final na conversa: "Se cuida, heim". O HEIM também é de matar.
Está aí uma boa utilidade. Uma carta na manga. Um trunfo, para os que, como eu não conseguem nunca, nem de brincadeira serem superficiais.

quinta-feira, julho 16, 2009

Voltei

Depois de muito tempo, cá estou novamente. Me voltou a vontade de escrever.

Estou nos últimos meses sem um livro ou autor "fixo". Como é de costume, me apego a algum escritor e nele mergulho. Só me tem caído nas mãos livros de contos e sinto vontade de ler um bom romance. E assim fico pulando: Ítalo Calvino - Gore Vidal - Borges... cada um num dia da semana.
Meu pai me mandou por sedex (com um bilhete querido) o livro de contos "Vagamundo" do uruguaio Eduardo Galeano. Estou gostando. Interessante a proximidade, não apenas física, por ser um escritor latino americano, mas de como a escrita tem algo bem brasileiro em suas entranhas.
Quero ler algum do Rodrigo Lacerda. Não apenas porque não conheço, mas acho que preciso ler mais os autores contemporâneos.
E o Marçal Aquino que anda sumido? Ou sou eu que estou desinformada?

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Fragmentos de um verão inflamado

Não adianta. Eu sou assim. Inflamada. Sou a flor da pele mesmo.

"Me escapa um futuro
e assim sinto saudades
deste futuro
que me cutucou de frente
so' pra me dizer que não seria meu
fico assim com vontade
deste tempo impossivel
e agora sei que sempre acaba
mas que nunca esqueço
porque e' um tempo de feliz nostalgia
pra enxergar o futuro
em outro lugar
desejando no's
não tenho dono
mas me dou pra quem desejo
e e' so' isso que tenho certeza."

"...quero minha vida no teu acaso futuro
não quero fazer força
mas quero ver um pouco do teu esforço
porque ainda sou muito menina
pra ser tão forte
so' o que não consigo pensar e'
que nunca pode ser
isso seria muito...
...pode ser que depois de amanhã
seja uma outra verdade
e eu more em outro lugar
onde a gente não mais se enxergue...''

Texto de Lucas Simões
Ele disse tudo.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Minha versão

circuladô de fulô adeus ao tempo dará
que deus te guie porque eu não posso guiar
eviva quem já me deu
circuladô de fulô e ainda que falta me dá

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Estamos em reforma para melhor atendê-lo

Estava dando uma relida em todas as postagens deste blog e me incomodou profundamente a forma que ele me pareceu ter um caráter, no geral, nostálgico.
E eu me cansei. Já não acho hoje que o tempo que passou foi melhor. O que aconteceu foi que, sem dó, apaguei vários textos e editei outros. Não me importa que fez parte de uma época. Essa melancolia não me desce mais. Mesmo porque, estou numa fase de enfrentar as coisas e não de ficar me lamentando. É isso.
Feliz ano novo para você também!

Sobre o improviso que a vida é

E então, depois de tudo, eu me sentei em sua Sarineen, como sempre fazia depois de tudo. Uma perna pendia sobre um dos braços da cadeira e a outra, esticada ,descansava sobre o seu pé deitado no sofá.
Finalmente fazia uma noite de verão em São Paulo, e a lua amarela, quase cheia, estava prestes a desaparecer atrás do prédio do outro lado da avenida.
Conversamos amenidades e fumamos uns cigarros. Eu disse que a tela do menino ficava ótima na parede vinho e ele disse que gostava que ela não ficasse tão aparente e óbvia para não enjoar os olhos, ou coisa parecida. O peixe continuava deitado no fundo do aquário e eu disse de novo que ele deveria ter um gato. Por fim, eu disse que ficaria com saudades e ele ficou me olhando sem dizer nada.
Tudo estava onde deveria estar.
Naquele mesmo dia, alguém havia me dito que a vida era jazz e não uma aula de ballet clássico.

sexta-feira, novembro 23, 2007

LUTO

Morreu hoje aos 80 anos o coreógrafo francês Maurice Béjart.
Béjart tem responsabilidade em boa parte da minha paixão pela dança.
Desde de muito pequena, ficava hipinotizada pela famosa cena do filme "Retratos da Vida" em que o Bailarino Jorge Donn dança "Bolero", assinada pelo coreógrafo.

Eu mesma já dancei Béjart. Sim, sem contar as vezes que, com o sofá da sala afastado, buscava a leveza e perfeição de Jorge Donn, enquanto o video cassete "voltava" a fita. Sempre uma frustração, já que "Bolero" parece ter sido criado exclusivamente para Jorge e para mais ninguém.




Na Bélgica, aos 18 anos, visitei o teatro onde ele criava sua arte. E o que foi criado, vivo está.

Meus sentimentos.

quinta-feira, abril 26, 2007

Our Lovely Punk Rockers

Não, eu não pedi autorização DELES para colocar esta foto aqui. Sabe o que é? É que eles estão acima dessas coisas.
Eu não me lembro a idade que eu tinha quando OS conheci. Mas isso também não importa.
O que eu bem me lembro, é que muitos anos atrás, eu acordei um dia na praia, e não sei porque decidi que eu ia aprender a "pegar jacaré". Sim ELES surfam. Coloquei meu biquini, peguei a primeira prancha que eu encontrei das que estavam encostadas no hall de serviço, e assim eu cheguei na praia. Braaaanca, um cigarro numa mão e uma prancha na outra. E ELES me proporcionaram uma das mais deliciosas sensações que já tive: O JACARÉ. Eu deitada na prancha e Os três me empurrando, até que eu consegui!
Também já varei a madrugada, assistindo o empolgante e emocionante passar de fases DELES no Super Mário. Uma vez, eu estava presente, quando um deles, resolveu raspar o cabelo moicano. E eu ficava orgulhosa de sair ao lado DELE. Porque ele ficou lindo.
Sábado eles estavam assistindo o DVD do Pantera, que eu tanto ouvi noutros tempos.
Eu adoro quando a gente se encontra. E acho que eles nunca mais vão parar de crescer.
MY LOVELY PUNK ROCKERS &
BETA´S LOVELY PUNK ROCKERS

terça-feira, abril 24, 2007

A DIVA DO ELÉTROPUNK

Uma e meia da tarde. O copeiro me acompanha até a piscina. O som de um LP tocando Thelonious Monk vai ficando mais alto a cada passo. Já de longe a vejo, soberana. A Diva emagreceu. Sei que acabou de acordar e que a ressaca não vai permitir muitas trocas. Me aproximo calada, e calada me sento na cadeira de ferro fundido. Frente a frente com a Diva. Acordada? Não se sabe. Os óculos escuros maiores que uma noite inteira, me barram na porta do OI. Sim, acordada, leva o cigarro á boca e curte uma longa tragada. Cruza bem as pernas, mas o tamanco de verniz vermelho permanece firme em seu pé esquerdo, que está no ar.
Na cabeça, uma toalha cor de laranja faz combinação com a sua pele queimada pelo sol. Nada que o bom Raquito de sol não resolva para ela.
Vejo que já tomou seu café da manhã, há num copo de cristal sobre a mesa, um restinho de whisky, que se foi cowboy. Ela me viu? Não sei dizer. Também não sei dizer quanto tempo fiquei ali, em silêncio, observando a Diva e seu mundo.
Me levanto para ir. Ouço, já de costas para ela, um longo suspiro e: "I´m better now..."
Não me viro, sigo caminhando. Penso que o tempo passou, mas uma Diva nunca envelhece.
ELA FOI. ELA É. ELA SEMPRE SERÁ.
A DIVA
DO ELÉTROPUNK.
*Foto de arquivo pessoal.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Vinte e Nove


"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
...
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez"

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Lembra?

Eu já andava mesmo sem um condicionador preferido. E visitando com meu pai sua cidade natal, onde passei muitas férias quando criança, resolvi encarar a nostalgia de verdade. No mercado da cidade, comprei o bom e velho NEUTROX por R$ 1,39 (!). Usava desde que me endendia por gente, até uns 12 anos de idade, quando os primeiros sopros da vaidade e cuidados com a aparência me introduziram à interminável busca por novos e promissores cosméticos.
Cabelo de criança sempre é bom. E tanto faz usar este ou aquele shampoo, o resultado é sempre o mesmo. Mas a supresa foi que o retorno do bom e velho NEUTROX à minha vida foi maravilhoso! BRILHO - MACIEZ - CHEIRO DE INFÂNCIA... E doma a rebeldia dos fios!!! E o melhor: R$ 1,39...

Votem!

Durante uma noite de insônia, resolvi fugir de todos os pensamentos que não me deixavam dormir, e me dedicar ao meu blog. Depois de burramente visitar blogs que ajudam blogs e quase enlouquecer com a P. do HTML, vi que poderia atualizar meu blog rápidinho e facilmente aqui mesmo no Blogger. Só que agora já são 3:30h da manhã e a espertona aqui demorou uma noite inteira para chegar a essa descoberta. É que de tanto invejar os outros blogs, eu estava sentindo o meu muito caído.
Vamos lá, quero opiniões, respondam:
A - Ficou bem melhor
B- Ficou bom, mas dá pra melhorar
C - Tanto faz
D - Preferia o antigo

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Nem vem

Porque aqui, amor
São outros quinhentos
Não me venha as suas neuróses
Porque aqui, amor
É Berlândia e Bossa nova